Neste momento em que a minha produção artística está “congelada” em função da atividade administrativa do Atelier Livre, a cozinha às vezes me faz reviver o prazer de criar. Foi o que aconteceu neste dia.

Para receber um amigo que não encontrava há muito tempo, e está há dias hospedado num hotel, optei por um cardápio simples e caseiro.

Como meu amigo é Frances, e mora na Bahia há mais de vinte anos, escolhi uma comida com raízes gauchas.

Para começar, uma pasta feita com ricota amassada, azeitonas picadas, alho bem picadinho, nozes picadas e creme de leite. Torradas com um fio de oliva e orégano salpicado, para acompanhar, um Chardonay geladinho.

Feijão preto colocado na panela de pressão com água fervente, uma cebola pequena inteira, um dente de alho também inteiro e meia folha de louro. Cozinho por 10 minutos com a tampa da panela aberta. Fecho a panela e cozinho por quarenta minutos a partir da pressão.Depois só mais uma pequena colher de sal.

A carne, de gado, claro. Panela de pressão outra vez,pois o corte é “de segunda”.Carne cortada em cubos médios.Trituro no liquidificador: 1 cebola grande,três tomates de bom tamanho,um dente de alho.Coloco a mistura sobre a carne e ainda uma lata de cereja preta tipo malzebier.Fecho a panela e cozinho por 20 minutos a partir da pressão.

Para acompanhar, moranga cabotia cozida com casca, o miolo mergulhado sobre uma cama de açúcar para que fique caramelado.

Arroz branco e uma salada de pequenas folhas de miolos de três tipos de alface e tomatinhos cereja.

Para a sobremesa, papaia com Cassi. Bato no liquidificador, sorvete de creme e a polpa de um mamão papaia, depois rego com licor de Cassi.

Para encerrar, um bom gole de café preto.

 

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