Papéis – pele

abril 8, 2014

Volto a agir.

Passo com ferro quente sobre papéis que parecem peles.

Que parecem frágeis.

Que receberão mulheres de grafite + pastel oleoso + Tinta acrílica + tecidos + outros papeis.

Bordo com linha prata.

Cascas que se soltam, como das cobras e lagartixas que se recompõem e se refazem, como eu.

Papeis – peles – cascas que vem de longe como embalagem das mulheres – casca, que estão no baile, como eu.

Trazem as marcas destas viagens, como eu.

Que registros marcarão? Não importa. Importante é que aconteçam. Como as rugas que se instalam.

minimulher

abril 8, 2014

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abril 8, 2014

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abril 8, 2014

A renda foi presente de uma amiga do coração. Era a toalha de mesa que se rasgou de um casamento que se desfez.

O papel foi feito a mão por pessoas que a vida tratou de desafiar com muitas e muitas dificuldades; e o papel de seda é saído de um mundo criado por um mágico que inventa vidas para as crianças sorrirem. E o tule? Bem ele estava por ali, sobra de outro trabalho.

Como molde, princesas de plástico, destas bem baratas. Desta vez resolvi esquecer as ‘cascas’ e moldar o próprio pano. Ficaram leves, mas fortes, como nós.

Expostas sobre estantes de vidro presas na parede. É como se estivessem no ar. Estão prontas para voar..